MAIÚSCULA
Teatro Nacional São João

14-11-26 Sáb.

MAIÚSCULA

Classificação etária: M12 Duração: 60min. Preço: 7,5€ (Descontos aplicáveis)


Encenação: Marcos Barbosa


Interpretação: Luísa Cruz


Cenografia e figurinos: Simon Donger


Desenho de luz: Filipe Pinheiro


Desenho de som: Joel Azevedo


Produção: Teatro Nacional São João

14-11-26 Sáb.
21:30
Sala Principal

De Jacinto Lucas Pires, com Luísa Cruz

“Caíram as cuecas da corda.” Esta é a primeira fala, prosaica e objetiva, de Maiúscula, o solo que Jacinto Lucas Pires escreveu para uma atriz maior, Luísa Cruz, uma das mais extraordinárias da sua geração. Marcos Barbosa encena-o, reativando assim uma continuada parceira com o dramaturgo. Neste monólogo, Luísa Cruz é Benedetta Croce, uma atriz de certa idade, que recebe o telefonema de um realizador a propor-lhe um projeto chamado Medeia. A partir daí, ela enceta um frente a frente consigo própria, com o seu passado e futuro, não sem um implacável sentido de humor e de autoirrisão. “No espelho, o meu rosto lembra-me alguém que eu já fui.” O tempo desconcerta-se para esta mulher, mãe, divorciada, desempregada, patroa, sozinha numa casa grande demais. Uma atriz/mulher que, sobressaltada pelo antiquíssimo M de Medeia – a obra-prima de Eurípides, que neste solo é como um eco, ou uma réplica num diálogo vivo –, se assume em toda a sua “sageza e sabedoria”: “Não, não preciso que olhem para mim, sou uma Mulher Maiúscula.” Mas nós queremos olhar, Benedetta/Luísa, ser testemunhas desta Maiúscula.

“The underwear fell off the clothesline.” This is the first line—prosaic and to the point—of *Maiúscula*, the solo piece that Jacinto Lucas Pires wrote for a leading actress, Luísa Cruz, one of the most extraordinary of her generation. Marcos Barbosa directs it, thus renewing a long-standing collaboration with the playwright. In this monologue, Luísa Cruz plays Benedetta Croce, an actress of a certain age who receives a phone call from a director proposing a project called *Medea*. From there, she embarks on a face-to-face confrontation with herself, her past, and her future—not without a relentless sense of humor and self-deprecation. “In the mirror, my face reminds me of someone I once was.” Time stands still for this woman—a mother, divorced, unemployed, a boss—alone in a house that’s far too big. An actress/woman who, startled by the ancient “M” of Medea—Euripides’ masterpiece, which in this solo piece serves as an echo or a response in a living dialogue—embraces herself in all her “wisdom and insight”: “No, I don’t need you to look at me; I am a Woman with a Capital W.” But we want to look, Benedetta/Luísa; we want to bear witness to this Woman with a Capital “W.”